
Introdução
Vive-se cada vez mais graças aos avanços da ciência e à melhoria das condições de vida. Mas será que isso basta? Será possível chegar-se a idoso com saúde e sem morbilidade, para assim desfrutar ainda mais dessa fase especial da vida?
Na generalidade das vezes, viver durante mais tempo implica conviver com um número significativo de doenças crónicas e com a perda gradual das capacidades motoras e cognitivas, necessitando, por isso, de cuidados de saúde contínuos, muitas vezes dispendiosos, que permitem manter a doença sob controlo, mas sem impedir a sua progressão ou o aparecimento de outras.
Será possível alterar este paradigma e viver-se com muito menos doenças no ocaso da vida? Segundo a medicina chinesa, sim.
As principais doenças geriátricas
Organismos como a Organização Mundial de Saúde (OMS) ou a Hazzard's Geriatric Medicine and Gerontology indicam as seguintes doenças como aquelas que tèm maior prevalência na população idosa:
- Hipertensão arterial;
- Diabetes mellitus tipo 2;
- Doenças cardiovasculares (insuficiência cardíaca e doença coronária);
- Osteoartrose;
- Doença de Alzheimer e outras demências;
- Doença de Parkinson;
- Acidente Vascular Cerebral (AVC);
- Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC);
- Depressão e ansiedade;
- Incontinência urinária;
- Fragilidade e sarcopenia (perda de massa e força muscular);
- Dor crónica;
- Insónia e outras perturbações do sono.
Ao analisar-se esta listagem, pode constatar-se que muitas afetam a autonomia, a mobilidade, a cognição e o bem-estar do idoso, com um impacto profundo na sua qualidade de vida. Além disso, quase todas são crónicas e que mais de metade são evolutivas, mesmo com os cuidados médicos ideais.
A realidade mostra que envelhecer é sinónimo de carregar um fardo pesado, e que todas as intervenções que possam ajudar a manter a independência, aliviar sintomas e aumentar a qualidade de vida dos idosos são importantes, especialmente se também poderem potenciar o estado de saúde e a vitalidade, como é o caso da medicina chinesa.
Envelhecer segundo o prisma da medicina chinesa
Segundo a visão da Medicina Chinesa, o envelhecimento é inevitável. Deve-se à perda gradual da energia vital, um processo natural que resulta da manutenção da própria vida e do desgaste inerente às atividades diárias. Contudo, este processo pode ser mais lento ou mais acelerado, consoante os hábitos e o estilo de vida, a alimentação e, fundamentalmente, a forma como a saúde é cuidada. Ou seja, ao longo da sua vida, a pessoa influencia não só o seu estado de saúde, mas também como decorre o seu processo de envelhecimento.
Com o avançar da idade, a perda de capacidades é inevitável. No entanto, esta pode ser menos acentuada se o organismo e a sua energia se mantiverem equilibrados e com boa vitalidade, o que, sem dúvida, se traduzirá num envelhecimento menos pronunciado e numa melhor capacidade para preservar o estado de saúde físico e mental, e com isso uma boa autonomia e qualidade de vida.
Como envelhecer lentamente e com mais saúde
De acordo com os princípios da Medicina Chinesa, é possível envelhecer com energia e com poucas doenças. Isso acontece quando a energia vital (Qi e Jing Qi) do organismo se mantém estável, declinando lentamente, e quando não surgem desequilíbrios orgânicos importantes. Desta forma, existe uma maior estabilidade fisiológica, que ajuda a prevenir o aparecimento de doenças de todo o tipo, especialmente as associadas à idade, promovendo um processo mais equilibrado e com menor morbilidade.
Tratar ou prevenir o aparecimento de doenças geriátricas
Segundo a Medicina Chinesa, as patologias geriátricas devem-se principalmente a dois fatores:
Desequilíbrios energéticos que comprometem o funcionamento do organismo. Com o passar do tempo, esta situação favorece o aparecimento de doenças, algumas delas crónicas. No entanto, quando estes desequilíbrios são corrigidos, o organismo tende a recuperar o seu funcionamento ideal e muitas doenças entram em remissão, mesmo sendo crónicas. Trata-se de um quadro energético que a Medicina Chinesa consegue tratar com eficácia, mas que pode agravar-se na ausência de tratamento.
Exemplos: hipertensão arterial, depressão, ansiedade, dor crónica, insónia e outras perturbações do sono, patologias osteoarticulares, doenças digestivas, etc.
Défice de energia vital (Qi e Jing Qi). Quando a energia vital está debilitada, sobretudo quando se encontra abaixo do esperado para a idade da pessoa, aumenta a probabilidade de surgirem patologias crónicas e profundas, muitas vezes de maior gravidade, podendo desencadear uma cascata de outras doenças devido à fragilidade do organismo. Nestes casos, o tratamento é geralmente mais prolongado, procurando não só tratar as doenças existentes, mas também restabelecer a energia vital.
Exemplos: osteoartrose, doença de Alzheimer e outras demências, doença de Parkinson, incontinência urinária, doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), fragilidade e sarcopenia, declínio imunitário associado à idade, etc.
O papel do Método Pedro Choy na promoção da longevidade saudável
Envelhecer bem não significa apenas viver mais anos, mas sim manter a vitalidade física e mental para desfrutar de bem-estar e de uma boa qualidade de vida. Mas como?
Como foi explicado anteriormente, ao preservar a energia vital (Qi e Jing Qi) e ao manter o equilíbrio energético do organismo, previnem-se muitas doenças e favorece-se, simultaneamente, a longevidade. Utópico? Não.
Quando estes dois princípios são devidamente promovidos, é possível abrandar significativamente o declínio físico e mental, bem como reduzir o impacto de muitas das doenças associadas ao envelhecimento.
E é precisamente neste contexto que o Método Pedro Choy se destaca, até porque utiliza os princípios e os conhecimentos clássicos da Medicina Chinesa, com a visão contemporânea alicerçada nos modernos conhecimentos de saúde, o que permite ter eficácia elevada na implementação dos dois princípios atrás elaborados: tonificar a energia vital e equilibrar o funcionamento orgânico.
A nossa abordagem
No Método Pedro Choy recorremos sobretudo à acupuntura e à fitoterapia chinesa, duas terapêuticas que atuam de forma complementar:
- A acupuntura estimula os mecanismos naturais de autorregulação do organismo e promove a harmonização da energia;
- A fitoterapia chinesa ajuda a reforçar a energia vital e a corrigir os défices energéticos que tendem a surgir com o avançar da idade.
Quando se justifica, estes tratamentos são complementados pela massagem Tuina e por recomendações de dietética chinesa e de hábitos de vida, contribuindo para que o organismo funcione de forma mais eficiente e equilibrada.
O objetivo não é apenas tratar as doenças já existentes, mas também preservar a saúde e retardar o aparecimento de novas patologias.
Podemos ser complementares
Embora o nosso método tenha a vantagem de ser natural, holístico e seguro, que promove um cuidado mais humanizado, preventivo e centrado na pessoa, contudo, os nossos tratamentos não devem ser encarados como uma alternativa aos cuidados médicos, podendo ser, quando necessário, uma abordagem complementar que pode enriquecer o acompanhamento da pessoa idosa.
Conclusão
Mais do que acrescentar anos à vida, procuramos acrescentar vida aos anos, ajudando cada pessoa a envelhecer com mais vitalidade, independência e bem-estar.
A prevenção como a melhor forma de promover a saúde é um dos princípios fundamentais que orienta o Método Pedro Choy há mais de quatro décadas, assumindo um papel particularmente relevante na promoção de um envelhecimento saudável.
Se se identifica com a nossa visão sobre o envelhecimento e a promoção da saúde, convidamo-lo a conhecer o Método Pedro Choy. Teremos todo o gosto em ajudá-lo a manter a sua saúde, autonomia e qualidade de vida ao longo dos anos.